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4 de julho de 2015

MODA | COLEÇÃO GUARDIÕES DA CULTURA


Eeeeita como eu gosto de contar coisa boa que acontece aqui, na nossa terrinha! Fico toda cagada emocionada!
Todo ano, a FENEARTE promove desfiles de moda, e abre espaço para novos criadores, estudantes de moda cheios de talento e com muuuuito potencial criativo. E como é com respirar esse universo renovado, viu?
Nesta edição de número XVI, os alunos da UFPE - CAA, guiados pelas incríveis professoras Nara Leita, Andrea Camargo, Flavia Zimmerly e Tatiana Leite, trazem pra passarela uma coleção que mistura a arte do barro com a poesia. Entitulada "Guardiões da Cultura", a coleção é uma grande homenagem a dois criadores de grande importância: o poeta Louro do Pajeú e o Mestre Nuca


O desfile vai rolar nesta segunda, dia 6 de Julho, a partir das 18 horas, e pelas fotos da produção já dá pra ter um gostinho da lindeza que vamos ver por lá, hein? Vê mermo...


Dá um orgulho da gota serena ver essa galera fazendo tanta coisa boa, né não?
Tenho nenhuma dúvida que a coleção vai ser um grande sucesso, e que esse é só mais um capítulo na história da moda de Pernambuco. 

Salve, Louro do Pajeú! Salve, Mestre Nuca! Salve, moda pernambucana! 
Beijo!

19 de outubro de 2014

FABRICO DE IDEIAS | STUDIO DE DESIGN

Eita que orgulho da gota serena viu?

Eu não vou cansar NUNCA de mostrar aqui os amigos e colegas de faculdade que estão pipocando aí com projetos incríveis! Graças a Deus, é tanta gente boa que acho que não vai faltar post nunca pra esse blog! ahahhahahahahhahah
Bom, eu tava lá lindamente fazendo nada no Facebook, e aí BAM! apareceu o Fabrico de Ideias  na minha frente. Eu pensei logo: QUE NOME MASSA! E fui correr atrás pra saber o que danado era aquilo... Para minha supresa, ums dos responsáveis pelo projeto do Fabrico (já tô íntima, beijos), é Jota Vilanova, meu amiguinho do coração  e uma das mentes fervilhantes do CAA (Centro Acadêmico do Agreste pra quem não sabe, o nosso campus da UFPE). Junto com Ítalo Mikoko, Matheus Costa e Vinícius Lira, tiveram a ideia de criar um estúdio de design aqui em Caruaru durante o N Goiânia, Encontro Nacional dos Estudantes de Design sdds juventude!
Os meninos se inspiraram pela na galera da Grande Circular, Nitrocorpz Bicicleta sem freio, e resolveram tirar o projeto do papel, ou, no caso, colocá-lo no papel! 
Já que eu falei do nome, segue uma explicação rapidinha pra quem não entendeu nada:
"O nome vem da tradição das pequenas fábricas de confecção da região. O termo “Fabrico” neste sentido só é falado no nordeste, o que nos legitima como uma empresa com características regionais."
O estúdio de design que busca introduzir à cidade de Caruaru a importância da cultura de design e como ela é fundamental para o crescimento das empresas da região. Com o foco em projetos como: Identidade Visual, Branding, Editorial, Lettering, Caligrafia, Ilustração e Materiais PromocionaisO fabrico ainda procura aplicar em seus projetos, soluções manuais como diferencial no processo criativo, mostrando assim todo o cuidado com que o produto é feito. As três palavras que definem o Fabrico são: qualidade, criatividade e objetividade.
Então, empresas que buscam soluções de design para agregar valor de mercado: PROCUREM O FABRICO!
O trabalho do Fabrico bebe de fontes como a Tátil Design, LTA, Grande Circular, Estúdio Mooz, Wolf Olins, Corisco Design. Ou de personalidades como Henrique Nardi, Marina Chaccur, Guilherme Luigi, Claudio Gil e Thiago Reginato (Tipocali). TÁ SEM REFERÊNCIA! 

MISSÃO | Modificar a cena do design gráfico de Caruaru. Ajudando a desenvolver as empresas da região sobre um novo olhar através da inserção do design. Sempre incluindo características regionais, com fortes apelos tipográficos e manuais.
VISÃO | Tornar-se referência nacional e internacional dentre os estúdios de design pelo uso do processo criativo.
Quer saber mais? Olha aí onde encontrar:


Alguém tem dúvidas de onde esse Fabrico vai chegar?
Eu não!

Vida longa, meninos!

4 de abril de 2013

Acadêmico | Tipos no Corpo - Let the music play your body

Vamo logo explicando o sumiço: em tempos de final de período na faculdade, nós três estamos surtando ok? E olhe quem ainda tem um monte de projetos acontecendo ao mesmo tempo... Aguardem aí no local.
Mas estamos voltando com mais um trabalho fodástico incrível dos nosso coleguinhas de trabalho, compensa né? 
Bom, vocês já viram a intervenção Tai Doido! aqui, e agora os alunos João Paulo Soares, Tamyres Oliveira, Eduardo Oliveira e Mauricéia Evangelista realizaram um trabalho lindo também pra disciplina de Tipografia Experimental. Com o tema Tipos no corpo, a galera se jogou nas letras da diva Madonna e criou o ensaio Let the Music Play Your Body. Avalia! 







Parabéns galera! Trabalho lindo!!! 

E se você tiverem um trabalho bacana, ou quiser mostrar o trabalho daquele coleguinha tímido, manda pra gente!

Jacque Tamboo

27 de setembro de 2012

Intervenção: TAI DOIDO!


É muito (eu disse MUIIIIIITO) quando acontece alguma coisa boa que nos deixa intrigados e muda a nossa rotina né? Mesmo as coisas mais simples, às vezes nos fazem olhar com novos olhos algo já visto antes.
Foi isso que aconteceu comigo quando eu vi a frase icônica "TAI DOIDO" estampada em letras garrafais (com garrafas de Itú), em diversos lugares do centro de Caruaru.
A ideia partiu de um grupo de amigos, Cinara Daliana, Rafael Gonzales ,Rafaela Cavalcanti, Mayra Marcelino e Adelaide Zhayra, estudantes de Design da UFPE | CAA, como projeto da disciplina Tipografia Experimental, lecionada por Leonardo Buggy apenas.
Partindo daí, procurei o povo e disse logo GENTE, COMO ASSIM? ME CONTA!
E aí eles soltaram o verbo e contaram como surgiu essa ideia louca e linda! Segura aí.

TCH - A expressão "Tai doido!", que vocês usaram é bastante característica do agreste de Pernambuco e principalmente de Caruaru, de onde surgiu a ideia da intervenção?


Tudo começa com a proposta da cadeira de tipografia experimental em um exercício sobre tipografia e o espaço urbano. Como já havia um pré-projeto pessoal de lambe-lambe feito por Rafaela, achamos que seria uma boa aplicá-lo, um bom motivo e forma de dar visibilidade a um tipo de arte urbana que achamos genial. Então vieram as questões: O que? Onde? Como? Na verdade não lembramos muito bem como a discussão que tivemos chegou ao “Tai Doido!”, acho que procurávamos uma expressão para a intervenção que conseguisse atingir aos caruaruenses, impactando com algo que já é tão cotidianamente utilizado por eles, que em muitos passa despercebido e nessa discussão com Mayra e Adelaide chegamos ao danado do “tai doido”, uma expressão bem popular caruaruense usada em vários tipos de interjeições como as de surpresa, admiração, etc. Talvez por acharmos engraçado ouvir e falar... Tá na boca do povo! Já os lugares escolhidos foram meio que filtrados a partir da série de mudanças que têm rolado em Caruaru nesse últimos anos, alterando a rotina dos moradores do local. Enfim, um viaduto/duplicação de uma BR construídos do “dia pra noite”, filas, engarrafamentos e demora para pegar ônibus, prédios residenciais/comerciais monstruosos surgindo a cada dia. E como o caruaruense responde a isso? TAI DOIDO!



TCH - As obras são gigantes! Como foi o processo de produção e quais as maiores dificuldades que vocês passaram?


Sem dúvida o corte e montagem das peças. Produzimos um misto entre lambe-lambe e stickers, misturamos o conceito de ambos, resultando num tipo de lambe-lambe em recorte, ou em um sticker sem adesivo. O primeiro passo foi projetar exatamente o que colocaríamos, quais fontes utilizaríamos, o layout, tamanhos e todas essas coisitas projetuais.  Em seguida veio a impressão e montagem, toda aquela história de cortar e colar, preparação do material para aplicação, fazer a delícia do grude e por último o mais prazeroso que foi a aplicação. “Vê se tá tronxo, menino”,  “Tá vindo alguém? Não? Então passa aí o grude”. E assim foi, noite a dentro.


TCH - Caruaru, mesmo sendo um berço artístico e cultural de algumas vertentes (como o artesanato de barro do Mestre Vitalino) ainda é bastante carente quando falamos em artes gráficas e street art mesmo. Vocês acham que esta iniciativa de vocês pode ser o "empurrãzinho" que faltava para produções como esta? 

Na verdade, falta um empurrãozão! Mas sim, já é um bom começo. Pelo o que vimos através de redes sociais, o trabalho repercutiu muito bem, o que acaba incentivando outros aspirantes a “artistas de rua” tirarem do papel suas ideias e vontades, tanto como forma de protesto, quanto expressão artística mesmo. Algo bem válido por aqui,  uma cidade carente de não apenas entusiastas, mas principalmente do interesse e reconhecimento vindos de seus conterrâneos. Tendo em vista tantos exemplos e inspirações de vários cantos do mundo, por que não na Princesinha do Agreste também?


TCH - Eu particularmente AMEI essa iniciativa, qual o próximo projeto?


Não se espante se avistar alguns corpos nus pela avenida nas próximas semanas. ;)


Se espantar? Vamos ADORAR! TAI DOIDO! Que venha!
Sugiro que vocês abram os olhos ao andar pela cidade agora hein? Por hora, vou deixando umas imagens de degustação do que se pode ver por aí... 





O processo de produção, corte, ajustes e um gato preto 

O resultado final em vários lugares... ABRAM OS OLHOS!

Os responsáveis!








Making off


Fotos: Divulgação | Rafael Gonzales


Jacque Tamboo