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19 de agosto de 2015

APESAR DA CRISE...

Bom amigos, hoje precisei escrever um pequeno texto explicando o porquê de ter criado o blog, e a única coisa que consegui pensar foi: "criei porque eu preciso de um lugar onde possa respirar e ser eu". Pois bem, acabo de passar pelo 3ª ou 4ª crise de pânico dos últimos 15 dias, e explico.
Há tempos, não tenho tido tempo para respirar. A vida entrou num looping louco, onde o espaço que eu tinha destinava a questionar o porque estar seguindo daquela maneira.
Se por um lado, eu era/sou muito grata por todas as oportunidades que me aparecem, por outro, tenho medo de parecer mal agradecida, esnobe e até burra por deixar algo passar.
Pois é, estou deixando passar...

"Tamboo, tu és doida?", "Tamboo, nessa crise, não tá fácil, viu?", "Mulher...".


Há dois anos larguei tudo aqui em Caruaru, e me mandei de mala e cuia para Recife. Em menos de um ano, larguei tudo lá e voltei pra cá. Não devíamos nem ter ido, e a bem da verdade, tivemos MUITA sorte de conseguir seguir exatamente de onde paramos por aqui. Até melhor, se pararmos pra pensar. Eu nunca havia tido um emprego, estagiei três vezes, e segui minha vida de designer/produtora/stylist/estilista de freela em freela, de galho em galho. E isso cansa. Quando tive a oportunidade de ter um emprego, onde você recebe o salário certinho, todo mês, sem nenhum dia de atraso, aconteceu o que mais eu temia: eu me acomodeiSenti que fui perdendo a cor com o passar do tempo, e embora essa experiência tenha me dado enormes oportunidades de crescimento em todas as vertentes, chegou a hora que tudo pareceu pequeno e sem graça. E sem tesão! E "sem paixão não dá pra chupar nem um picolé".
Desgraçada essa geração Y. Queremos trabalhar com o que gostamos. Queremos ganhar MUITO bem por isso. Queremos ser reconhecidos e receber elogios. E queremos trabalhar de pantufas. É difícil ser um profissional hedonista. Parece na verdade, ser um grande pecado, optar por trabalhar com o que lhe dá prazer, parece ser menos válido. 
Bom essa sou eu, mais uma vez, seguindo adiante. Largando a segurança de uma gaiola com alpiste à vontade, para voar. A velha  dicotomia em torno de seguir o seu sonho.
A sensação é de que estou dando muitos passos maiores que as minhas pernas, que não vou dar conta, é medo. Em contrapartida, é uma vontade louca de correr atrás, de REALIZAR, e ainda, a força das MUITAS pessoas que estão me dando apoio, amor e suporte. Meu Deus, quanta gente! 
Tenho muitas novidades por vir, mas por hora não posso dizer muita coisa. Se vai dar certo, só o tempo vai dizer. 
Agora, tô aqui tomando minha garapa pra acalmar e respirando, no espaço que criei pra ser meu.
Que eu seja bem-vinda de volta.

Beijo!

16 de dezembro de 2014

O TEMPO E EU

Imagem daqui

2014 acabou-se. Aceitem. Acabou-se. E que bom!

Eu, sinceramente, tenho MUITO a  agradecer por esse ano que passou. Conquistei e estou conquistando muita coisa, no lado profissional e pessoal também, e em muito tempo, agora sinto que tô no caminho certo. 

Mas vamos lá, vim falar sobre o tempo, e sobre mim. A ideia do texto de hoje veio depois de eu ler o blog lindo da minha amiga Lari Braga, o Uma Mãe Conta, falando de competição materna. Clica aqui pra ler que vale a pena pra todo mundo.
Pois bem, essa competição não rola só no meio materno, infelizmente. Me vejo dia após dia competindo, às vezes comigo mesma, pra me vestir de tal jeito, me portar de tal maneira, me comparando a outras pessoas... E isso está me cansando. 
Há uma cobrança, que pode até ser interna, doidice da minha cabeça (ou não), para que eu seja de uma maneira que definitivamente, eu não sou.
Eu falo palavrão pra caralho. Em alguns dias eu acordo e tomo banho pela misericórdia, coloco uma calça jeans e uma  camiseta, rezando pra não uma camisa de pijama, boto um tênis e vou. Torcendo pra não encontrar ninguém. 
Eu não tenho tempo. Preciso trabalhar, arrumar casa, fazer faxina, cuidar dos meus filhos caninos, dar atenção ao namorido (que anda meio esquecido, confesso), lavar roupas, tentar fazer almoço, não conseguir, ficar frustrada, e tentar entender como algumas pessoas conseguem fazer isso tudo, maquiadas, de salto alto, e sem comer glúten. Ando competindo e sempre perdendo. De goleada. 
Eu tenho cólica, enxaqueca, TPM, dor no nervo ciático de passar tanto tempo sentada. Minha unha vive toda cagada, eu tenho sorte por não ter cabelo, porque ele também estaria. Minha pele vive ressecada, e tem dias que nem o batom vermelho salva. Eu sou normal! E não quero ser diferente.
Eu não sou uma boneca. Em nenhum sentido. Eu tô reclamando muito né? Desculpem.
Eu não tenho tempo. Dia desses meu amigo disse que eu tinha que "investir" mais no blog. Leia-se dinheiro (comprando roupas, sapatos, acessórios e afins) e tempo. Tempo. Como? "Dorme menos!", ele disse. Eu eu sofro. Pode parcelar mais tempo em 6 x sem juros no Visa?
Eu amo estudar moda, descobrir tendências, inventar um jeito novo de usar algo antigo, encontrar um achado com a etiqueta vermelha, comprar roupa por R$ 4,00. E não quero cair na armadilha de competir comigo mesma pra ser algo diferente disso, para ser perfeita no Instagram (já aproveita e me segue lá @jacquetamboo). Eu tenho dias de perfeição e tenho dias de danar filtro na foto, colocar uns bons óculos escuros pra esconder a cara de fuinha, ou simplesmente, postar foto do pé. 
Já pensei em desistir de alguns projetos (esse blog, inclusive), 1981724289032876 bilhões de vezes. Meus amigos me cobram posts, e confesso que eu sofro de vergonha por deixar esse espaço aqui tão abandonado. Mas eu sempre procuro escrever algo que eu gostaria de ler. Conteúdo, bons textos, divertidos... Eu tento, gente! Não tô de dedo cruzado. 
Então, pra 2015, eu só peço tempo. Tempo pra conseguir dar conta de tudo que a vida moderna exige. Ou que, ao menos, eu consiga entender melhor que NADA é tão perfeito, e que essa competição é cruel e irreal. E que o seu estilo e sua verdade não é vendável. 

Em 2015, só espero conseguir ser mais paciente, organizada, ativa, criativa e ousada, e principalmente, que eu NUNCA perca a minha essência, nem em 2015, nem nunca!

E obrigada por continuarem comigo!
Ainda volto esse ano. Se tiver tempo. 
Beijo!

11 de outubro de 2014

BAIRRISMO FASHION

Senta que lá vem um post reflexivo. Mas de bom coração.

Eu trabalho há muito tempo metida no mercado de moda do Estado, especialmente, com as marcas do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco,  mas o contato que tive com a parte de produção dessas marcas foi muito pequeno, normalmente produzia editoriais, catálogos e campanhas e já pegava a coleção pronta, só pra fotografar mesmo ou pra colocar no catwalk
Desde que comecei a trabalhar desenvolvendo produtos para esse segmento (trabalho no desenvolvimento de acessórios personalizados para confecção, tipo, etiquetas, tags, botões...), percebo que há uma preocupação ENORME com qualidade, e que há sim, muita informação de moda.
Quando cheguei em Caruaru (em 2008), tinha uma visão completamente diferente da que tenho hoje. Como grande parte das pessoas, tinha a ideia de que "roupa da sulnaca" ou "roupa de feira" não tinha qualidade nenhuma, e nem olhava para marcas locais.
Bem, muita coisa mudou. MESMO! Hoje em dia, as marcas de moda investem cada vez mais em marketing, na qualidade dos produtos, e na pesquisa de moda. A faculdade de Design da UFPE-CAA e de Administração com ênfase em Marketing de Moda da UPE, garantiram respaldo para esse crescimento. 

Claro, ainda há muito a ser feito, mas não há dúvidas de que estamos no caminho certo.
Nós temos o segundo maior polo de confecções do país,e  já passou da hora de tomarmos orgulho, MUITO ORGULHO disso. Deixa só eu fundamentar isso que falei com esse trecho da matéria que tirei do site do Estadão: 

Os 12 mil empreendimentos registrados em 2003 são, agora, cerca de 20 mil. O polo já é o segundo maior do País - só perde para São Paulo. A região oferece cerca de 100 mil empregos e produz cerca de 900 milhões de peças por ano. Não há desemprego no setor, que tem penado com a carência de mão de obra qualificada. 



O link da matéria tá aqui, e vale ressaltar que estes dados são de Janeiro de 2013, então já tem mais mudança (e crescimento de lá pra cá).

Polo de Confecções de Toritama | Imagem: Reprodução

Significado de Bairrista
adj. e s.m. e f. Que habita ou frequenta um bairro.
Defensor dos interesses do seu bairro ou de sua terra, de maneira obsessiva e em detrimento dos demais.

Mas a ideia do post não é essa. Tenho que primeiro assumir o meu bairrismo: amo tudo que vem dessa terra, acho que o pernambucano é o povo mais lindo desse planeta, e entro em uma briga grande pra defender o que é daqui. E porque seria diferente com a moda? Com o que consumo? Pois andei pensando MUITO nisso e cheguei a uma dúvida e a uma conclusão:
Dúvida: Por que ao invés de consumir o que é produzido aqui no Estado, ajudando com a geração de emprego e renda, com o crescimento e até mesmo com a divulgação de marcas da terra, eu ainda comprava em redes de lojas fast fashion, onde a qualidade é inferior e o preço superior?
Conclusão: A partir de hoje,vou dar preferência TOTAL e ABSOLUTA ao que é produzido aqui, e assumir o meu bairrismo fashion.

A ideia e mostrar que dá sim, pra comprar coisa bacanas, de qualidade, por um preço acessível. Nós temos grandes marcas de moda casual feminina e masculina, surfwearunderwearbeach wear, jeans (MINHA GENTE, POR QUE EU COMPRO JEANS NA C&A, ME EXPLIQUEM?), infantil... Não lembro de nenhum nicho de marcado de confecção que não tenha um representante aqui, logo concluo que somos auto suficientes no quesito moda, correto?
Então acho que já está mais do que na hora de começarmos a dar mais valor ao que é produzido aqui, e contribuir não só com o crescimento econômico da região, como também com a fortificação da imagem da moda daqui.
Deixo então, o blog aberto e SEMPRE disponível às marcas daqui, para divulgação e apoio hein? 

Querem mais motivos? Eu já me convenci... O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,agreste-tem-2-maior-polo-textil-do-pais-imp-,981078

I LOVE CARUARU! I LOVE TORITAMA! I LOVE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE! ial jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:OOs e Nãzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o l