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19 de agosto de 2015

APESAR DA CRISE...

Bom amigos, hoje precisei escrever um pequeno texto explicando o porquê de ter criado o blog, e a única coisa que consegui pensar foi: "criei porque eu preciso de um lugar onde possa respirar e ser eu". Pois bem, acabo de passar pelo 3ª ou 4ª crise de pânico dos últimos 15 dias, e explico.
Há tempos, não tenho tido tempo para respirar. A vida entrou num looping louco, onde o espaço que eu tinha destinava a questionar o porque estar seguindo daquela maneira.
Se por um lado, eu era/sou muito grata por todas as oportunidades que me aparecem, por outro, tenho medo de parecer mal agradecida, esnobe e até burra por deixar algo passar.
Pois é, estou deixando passar...

"Tamboo, tu és doida?", "Tamboo, nessa crise, não tá fácil, viu?", "Mulher...".


Há dois anos larguei tudo aqui em Caruaru, e me mandei de mala e cuia para Recife. Em menos de um ano, larguei tudo lá e voltei pra cá. Não devíamos nem ter ido, e a bem da verdade, tivemos MUITA sorte de conseguir seguir exatamente de onde paramos por aqui. Até melhor, se pararmos pra pensar. Eu nunca havia tido um emprego, estagiei três vezes, e segui minha vida de designer/produtora/stylist/estilista de freela em freela, de galho em galho. E isso cansa. Quando tive a oportunidade de ter um emprego, onde você recebe o salário certinho, todo mês, sem nenhum dia de atraso, aconteceu o que mais eu temia: eu me acomodeiSenti que fui perdendo a cor com o passar do tempo, e embora essa experiência tenha me dado enormes oportunidades de crescimento em todas as vertentes, chegou a hora que tudo pareceu pequeno e sem graça. E sem tesão! E "sem paixão não dá pra chupar nem um picolé".
Desgraçada essa geração Y. Queremos trabalhar com o que gostamos. Queremos ganhar MUITO bem por isso. Queremos ser reconhecidos e receber elogios. E queremos trabalhar de pantufas. É difícil ser um profissional hedonista. Parece na verdade, ser um grande pecado, optar por trabalhar com o que lhe dá prazer, parece ser menos válido. 
Bom essa sou eu, mais uma vez, seguindo adiante. Largando a segurança de uma gaiola com alpiste à vontade, para voar. A velha  dicotomia em torno de seguir o seu sonho.
A sensação é de que estou dando muitos passos maiores que as minhas pernas, que não vou dar conta, é medo. Em contrapartida, é uma vontade louca de correr atrás, de REALIZAR, e ainda, a força das MUITAS pessoas que estão me dando apoio, amor e suporte. Meu Deus, quanta gente! 
Tenho muitas novidades por vir, mas por hora não posso dizer muita coisa. Se vai dar certo, só o tempo vai dizer. 
Agora, tô aqui tomando minha garapa pra acalmar e respirando, no espaço que criei pra ser meu.
Que eu seja bem-vinda de volta.

Beijo!

5 de abril de 2015

OPERAÇÃO SAPATO | 33 x 40

Esse post tava guardadinho. Mas tão guardadinho que eu esqueci de postar. AHHAHHAHAHHAHAH
Minha amiga Lari Braga, pediu um espaço aqui no blog pra contar um dos seus perregues fashion: o é grande. Nós somos totalmente opostas nesse sentido, e eu vou complementar o texto dela, com o outro lado da moeda. Ou outro pé do sapato. 

Larissa Braga | 40

"Eu calço 40.
Precisa explicar melhor para o meu drama ser alcançado. Eu calço 40, mas meço 1.60 - batido! Ou roubado, porquenem sei se tenho tudo isso de altura, rs - e peso 58kg.
Ou seja, diante as medidas acima, deu pra entender que de proporção meu corpo não manja. Sempre fui uma menina cercada de meninos, mas nada de paqueragem e saliência, eu sempre fui o brother que só não ia para a pelada. Na adolescência eu sofria de uma puta síndrome, "a síndrome do patinho feio".
Era magrela, das canelas longas, do pé de Bozo, das mãos com dedos longos - parecendo palitinhos do "pega vareta" e uma boca grande, daquelas que intimidavam o Coringa, rs.
Fui crescendo e desencanando de muita coisa. Consegui aumentar o meu peso, desconsiderei mais minha mão longa, sempre lembrando do adjetivo de "mão de pianista" para me confortar e até batom vermelho - berrante! - eu uso, rs. 
É uma superação e tanto. Mas meu pé... Não tô falando de um pezinho qualquer. Além de grande é feio, rs. Ainda fiz umas tatuagens na laterais tentando dar graça àquela "pata" descuidada, mas nada fluía.
Nunca fui antenada em moda, sempre usei o que me cabia ou que eu me permitia, tenho poucos acessórios e menos ainda... sapatos. 
Isso acontece desde muito antes. Vocês não imaginam o trauma que é pra mim não ter tido as milhares de sandálias da Xuxa por ela não caberem no meu pé - geralmente calçavam até 33 - Ou de como eu ficava bizarra calçando um bical branco que piscava, evidenciando o que eu me detestava. Cheguei ao ponto de ter milhares de sandálias havaianas e nenhum outro pisante. Traumatizei legal!
Há um tempo atrás, na feira de Caruaru, me encantei com uma sandália de couro trançadinha. Ao questionar o vendedor sobre o número quarentinha, recebei uma resposta que soou óbvia "não, né moça? Essa sandália é feminina".
Comecei a trabalhar em cantos que exigiam um tiquinho mais de organização desse meu look "Sandálias forever". Comprei algumas rasteirinhas mais organizadas e até um salto, que obviamente só usei em ocasiões MEGA ULTRA POWER especiais. Engravidei e mergulhei no mundo das sapatilhas, e apesar de achar que elas aumentavam ainda mais o meu pezinho, eu comecei a curtir esses novos calçados. Acabei comprando várias sapatilhas, mas as sandálias continuavam sendo minhas prediletas.
Daí, há uns meses atrás, numa dessas lojas de departamento, avistei um tênis lindo, floral. Pra alegrar esse coração ele estava na promoção e pra gerar o enfarte fulminante... era 40! - música celestial. Calcei. Andei com eles. Tentei imaginar os outros me olhando e... devolvi eles para as prateleiras. Gente, eu fiquei com o pé do Michael Jordan. Comecei a notar várias meninas usando esses tênis estampados, em diversas situações, com diversos looks, e aquilo foi me deixando com inveja fashion.
Tentei de novo e de novo... tentei fazer com que minha irmã - que também calça 40 me incentivasse - até que ela soltou a frase que eu temia "eu acho lindo, mas não consigo usar". Eu também não. 
Essa semana, fui atrás de uma camisa básica, durante uma visita express as lojas Marisa. Catei a camisa em minutos, custava 19,90 e seria o suprassumo sair de lá gastando quase nada. Mas no caminho pro caixa "PAAAM", um tênis florido, número 40, da Moleca por R$50,00. Calcei um pé toda desengonçada e antes de olhar no espelho evitando qualquer julgamento, tirei do pé e corri pro caixa. Dois dias depois eu tinha centenas de coisas pra resolver, mas a ocasião não me permitiria sandálias, calcei os benditos tênis com suas flores e fui. Fui feliz, sem vergonha e adorando aquela experiência de ter um pé 40, quarentão, que usava aquele sapato. Por mais bobo que isso seja, eu quebrei um padrão que eu mesma tinha imposto. Empurrei goela abaixo e acreditei no meu preconceito.
Agora, meu amor, o que não vai faltar é tênis. Segura a sapatão, que agora eu fiquei louca!"

Jacque | 33

"É eu calço 33. Minto pra todos os vendedores de sapatos de cidade dizendo que uso 34, mas a verdade é essa: CALÇO 33. Consigo comprar sapatos maiores se eles forem tênis, ou se forem sandálias ajustáveis. Sapatinhas e peep toes por exemplo, não tem jeito. Ou compra do número certo (é mais fácil achar uma agulha num palheiro) ou se agarra no algodão pra dar aquela forçada de barra. Poucas lojas têm essa numeração, e as maiores magazines tem o bendito 34 como menor número das coleções. EU ME LASCO pra comprar sapato. Tanto que, quando encontro meu número certinho, nem penso muito e compro logo! E eu amo sapato, gente. AMO. É minha maior fraqueza. Imagina a tortura, ver aquele peep salto 15, calçar e quando vai andar ele escapulir e voar longe na loja. Tenho uns pares aqui que comprei e só olho, porque os bichinhos ficam saindo do pé e me fazendo passar vergonha.
Tive até a capacidade de trocar telefones com algumas vendedoras das minhas lojas favoritas, pra que ela separem os benditos 33 pra mim. Algumas dessas lojas só recebem 2 (DOIS!) pares dessa numeração e, muitos modelos nem chegam. #lastimosa
Nunca esqueço na minha vida, quando eu fui com meu pai comprar um tênis novo pra escola. Pô, eu ia pro 3º ano, queria um pisante lindo e descolado, e NADA cabia no meu pé. Não encontrei o danado em loja nenhuma, até que painho me fez entrar na MALHASOL pra procurar. Imagina minha cara, entrando na MALHASOL, com 17 anos, procurando um tênis 33. A moça mostrou rindo um modelo branquinho (o tênis da escola tinha que ser branco), com umas florzinhas bordadas. Eu chorava de rir de tanta vergonha. Eu nunca tive vergonha do meu pé, e acho até charmoso ele ser pequenininho, até porque FEIO É ELE VIU? Aff...Ah, também combina com a minha SUPER ALTURA né? Como eu ia querer ter um pé maior, medindo MÍSEROS 1,54 m?
Fora isso, eu adoro poder comprar as Havaianas das coleções infantis. Melhor parte!"

E aí, qual a tua bronca fashion?
Beijo!

13 de março de 2015

MANIFESTO | QUERO MEU OVO


Então, eu tenho um namorido designer/publicitário na minha vida desde 2009, e desde 2009, eu escuto algumas reclamações dele e da ruma de amigos que temos na área. Não é de hoje que a criação sofre com o esquecimento por parte dos veículos e fornecedores, que dão atenção apenas para os que fazem parte dos departamentos de mídia, produção e atendimento. Ninguém ganha brinde, agradinho, ou presentinho em época nenhuma. Infelizmente, não há o reconhecimento de uma galera que rala tanto quanto as outras (e, mais, em várias situações). 
Por isso, um grupo de criativos daqui de Caruaru resolveu se manifestar e colocar a boca no trombone. O Manifesto “Quero meu ovo” não pede apenas por uma lembrancinha de páscoa, mas exige respeito para com aqueles que trabalham incansavelmente criando as peças que irão dar a esses veículos a tão sonhada verba que eles tanto desejam. 
Com uma Fanpage, Instagram e Hotsite, essa turma chama a atenção e pede por visibilidade, respeito e de quebra alguns ovos de páscoa, que é bom e todo mundo gosta.
 Se possível, do Star Wars tá, gente? Eu apoio mil a causa, e acho sim, que nós, da criação (me incluo, mesmo sem ser da área de publicidade), merecem todo o respeito e reconhecimento!
Vocês podem baixar capas pra fanpage e cartazes pra ajudar a engrossar esse coro!




Tamo junto, galera! Todo mundo que trabalha ou quer trabalhar com criatividade/criação devia entrar nessa, viu? Só avisando...
Quem come pizza na hora extra junto, merece ovo (e respeito!) também!
#queromeuovo 

25 de fevereiro de 2015

O PREÇO DO ESTILO



Olha, eu sempre olho as notícias dos famosos, eu não vou mentir. E ontem foi QUASE impossível ficar sem saber de detalhes do casamento da atriz Fernanda Souza e do cantor Thiaguinho. Até aí, tudo ok?
Gente falando do vestido da noiva (um Martha Medeiros todo bordado à mão babadeiro), da igreja, claro, dos looks dos convidados. Nenhuma novidade. Nem a gongação. E eu AMO gongação, vocês sabem né? Pois bem.
Eu nunca fui de elogiar a Anitta, e acho que ela mais erra do que acerta quando a questão é moda. A música eu danço até o cool cair no chão e não tô nem aí.
Acontece que a danada inventou de ir pra cerimônia, num vestido decotado, com fenda e junto da Versace. Ops, da Versace paar Riachuelo. Em segundos, descobriram o "mico", e mais, descobriu-se também que o tal vestido já estava em promoção: de R$ 349,90 por r$ 79,90.  Pronto, o povo caiu matando na bichinha de um jeito que até eu fiquei com pena.
EU! DIGAÍ! 
Gente, na moral, me digam: QUAL É O PROBLEMA?
Eu, pessoalmente, achei o vestido bem esquisto. Não gosto do detalhe da alça, nem da fenda profunda demais, nem do decote... Mas eu não gostei foi de nada dessa coleção da Versace, a bem da verdade. Enfim,a questão nem é essa.
Eu acho tão incrível quando as pessoas conseguem fazer looks bem massa, gastando bem pouquinho. Eu mesmo sou uma dessas que sente um prazer louco quando alguém elogia minha roupa e eu penso: "Foi 9,90 na C&A. MUAK!" 
Eu acho incríííível garimpar peças com etiquetas vermelhas, e me sinto O JASPION das compras
Achei o máximo quando a Helen Hunt surgiu com um vestido H&M de menos de 100 dólares, com joias que somavam quase 1 milhão! Ou quando Kate Middleton usou um casaqueto navy da Zara que deixou todo mundo doido. Ou mesmo, quando Michelle Obama, escolheu um vestido H&M de poá pra dar uma entrevista. E se isso é o máximo lá, qual o problema de repetir aqui? Eu não entendi o motivo da gozação. O vestido, nem de longe  foi um dos piores da noite (beijo rra Preta Gil e Marisa Orth), e só foi falado por conta do seu... valor!
Como disse minha amiga Amanda Guterres no meu post no facebook "Se fosse uma blogueira e moda era um 'achadinho'". 


A atitude de misturar peças baratas com peças caríssimas não é nenhuma novidade, tem até nome bacana: hi-lo. E isso é o foda! É autêntico! É massa!
Eu nunca achei que se vestir bem, ou mal, depende do dinheiro. Aquele clichê de que dinheiro não compra estilo é MUITO real! 
No mais, eu acho que a reação ao vestido "pobrinho" de Anitta foi até melhor do que se ela tivesse vestindo alta-costura né? Tá é certa. 

Anitta, mics, me chama na próxima promo da RCHLO, bicha! Vamo arrasar com as etiquetas vermelhas!


É, até eu tô revendo alguns conceitos por aqui.
Acho que tá na hora mesmo de deixar de pantim.

Beijo!

16 de dezembro de 2014

O TEMPO E EU

Imagem daqui

2014 acabou-se. Aceitem. Acabou-se. E que bom!

Eu, sinceramente, tenho MUITO a  agradecer por esse ano que passou. Conquistei e estou conquistando muita coisa, no lado profissional e pessoal também, e em muito tempo, agora sinto que tô no caminho certo. 

Mas vamos lá, vim falar sobre o tempo, e sobre mim. A ideia do texto de hoje veio depois de eu ler o blog lindo da minha amiga Lari Braga, o Uma Mãe Conta, falando de competição materna. Clica aqui pra ler que vale a pena pra todo mundo.
Pois bem, essa competição não rola só no meio materno, infelizmente. Me vejo dia após dia competindo, às vezes comigo mesma, pra me vestir de tal jeito, me portar de tal maneira, me comparando a outras pessoas... E isso está me cansando. 
Há uma cobrança, que pode até ser interna, doidice da minha cabeça (ou não), para que eu seja de uma maneira que definitivamente, eu não sou.
Eu falo palavrão pra caralho. Em alguns dias eu acordo e tomo banho pela misericórdia, coloco uma calça jeans e uma  camiseta, rezando pra não uma camisa de pijama, boto um tênis e vou. Torcendo pra não encontrar ninguém. 
Eu não tenho tempo. Preciso trabalhar, arrumar casa, fazer faxina, cuidar dos meus filhos caninos, dar atenção ao namorido (que anda meio esquecido, confesso), lavar roupas, tentar fazer almoço, não conseguir, ficar frustrada, e tentar entender como algumas pessoas conseguem fazer isso tudo, maquiadas, de salto alto, e sem comer glúten. Ando competindo e sempre perdendo. De goleada. 
Eu tenho cólica, enxaqueca, TPM, dor no nervo ciático de passar tanto tempo sentada. Minha unha vive toda cagada, eu tenho sorte por não ter cabelo, porque ele também estaria. Minha pele vive ressecada, e tem dias que nem o batom vermelho salva. Eu sou normal! E não quero ser diferente.
Eu não sou uma boneca. Em nenhum sentido. Eu tô reclamando muito né? Desculpem.
Eu não tenho tempo. Dia desses meu amigo disse que eu tinha que "investir" mais no blog. Leia-se dinheiro (comprando roupas, sapatos, acessórios e afins) e tempo. Tempo. Como? "Dorme menos!", ele disse. Eu eu sofro. Pode parcelar mais tempo em 6 x sem juros no Visa?
Eu amo estudar moda, descobrir tendências, inventar um jeito novo de usar algo antigo, encontrar um achado com a etiqueta vermelha, comprar roupa por R$ 4,00. E não quero cair na armadilha de competir comigo mesma pra ser algo diferente disso, para ser perfeita no Instagram (já aproveita e me segue lá @jacquetamboo). Eu tenho dias de perfeição e tenho dias de danar filtro na foto, colocar uns bons óculos escuros pra esconder a cara de fuinha, ou simplesmente, postar foto do pé. 
Já pensei em desistir de alguns projetos (esse blog, inclusive), 1981724289032876 bilhões de vezes. Meus amigos me cobram posts, e confesso que eu sofro de vergonha por deixar esse espaço aqui tão abandonado. Mas eu sempre procuro escrever algo que eu gostaria de ler. Conteúdo, bons textos, divertidos... Eu tento, gente! Não tô de dedo cruzado. 
Então, pra 2015, eu só peço tempo. Tempo pra conseguir dar conta de tudo que a vida moderna exige. Ou que, ao menos, eu consiga entender melhor que NADA é tão perfeito, e que essa competição é cruel e irreal. E que o seu estilo e sua verdade não é vendável. 

Em 2015, só espero conseguir ser mais paciente, organizada, ativa, criativa e ousada, e principalmente, que eu NUNCA perca a minha essência, nem em 2015, nem nunca!

E obrigada por continuarem comigo!
Ainda volto esse ano. Se tiver tempo. 
Beijo!

11 de outubro de 2014

BAIRRISMO FASHION

Senta que lá vem um post reflexivo. Mas de bom coração.

Eu trabalho há muito tempo metida no mercado de moda do Estado, especialmente, com as marcas do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco,  mas o contato que tive com a parte de produção dessas marcas foi muito pequeno, normalmente produzia editoriais, catálogos e campanhas e já pegava a coleção pronta, só pra fotografar mesmo ou pra colocar no catwalk
Desde que comecei a trabalhar desenvolvendo produtos para esse segmento (trabalho no desenvolvimento de acessórios personalizados para confecção, tipo, etiquetas, tags, botões...), percebo que há uma preocupação ENORME com qualidade, e que há sim, muita informação de moda.
Quando cheguei em Caruaru (em 2008), tinha uma visão completamente diferente da que tenho hoje. Como grande parte das pessoas, tinha a ideia de que "roupa da sulnaca" ou "roupa de feira" não tinha qualidade nenhuma, e nem olhava para marcas locais.
Bem, muita coisa mudou. MESMO! Hoje em dia, as marcas de moda investem cada vez mais em marketing, na qualidade dos produtos, e na pesquisa de moda. A faculdade de Design da UFPE-CAA e de Administração com ênfase em Marketing de Moda da UPE, garantiram respaldo para esse crescimento. 

Claro, ainda há muito a ser feito, mas não há dúvidas de que estamos no caminho certo.
Nós temos o segundo maior polo de confecções do país,e  já passou da hora de tomarmos orgulho, MUITO ORGULHO disso. Deixa só eu fundamentar isso que falei com esse trecho da matéria que tirei do site do Estadão: 

Os 12 mil empreendimentos registrados em 2003 são, agora, cerca de 20 mil. O polo já é o segundo maior do País - só perde para São Paulo. A região oferece cerca de 100 mil empregos e produz cerca de 900 milhões de peças por ano. Não há desemprego no setor, que tem penado com a carência de mão de obra qualificada. 



O link da matéria tá aqui, e vale ressaltar que estes dados são de Janeiro de 2013, então já tem mais mudança (e crescimento de lá pra cá).

Polo de Confecções de Toritama | Imagem: Reprodução

Significado de Bairrista
adj. e s.m. e f. Que habita ou frequenta um bairro.
Defensor dos interesses do seu bairro ou de sua terra, de maneira obsessiva e em detrimento dos demais.

Mas a ideia do post não é essa. Tenho que primeiro assumir o meu bairrismo: amo tudo que vem dessa terra, acho que o pernambucano é o povo mais lindo desse planeta, e entro em uma briga grande pra defender o que é daqui. E porque seria diferente com a moda? Com o que consumo? Pois andei pensando MUITO nisso e cheguei a uma dúvida e a uma conclusão:
Dúvida: Por que ao invés de consumir o que é produzido aqui no Estado, ajudando com a geração de emprego e renda, com o crescimento e até mesmo com a divulgação de marcas da terra, eu ainda comprava em redes de lojas fast fashion, onde a qualidade é inferior e o preço superior?
Conclusão: A partir de hoje,vou dar preferência TOTAL e ABSOLUTA ao que é produzido aqui, e assumir o meu bairrismo fashion.

A ideia e mostrar que dá sim, pra comprar coisa bacanas, de qualidade, por um preço acessível. Nós temos grandes marcas de moda casual feminina e masculina, surfwearunderwearbeach wear, jeans (MINHA GENTE, POR QUE EU COMPRO JEANS NA C&A, ME EXPLIQUEM?), infantil... Não lembro de nenhum nicho de marcado de confecção que não tenha um representante aqui, logo concluo que somos auto suficientes no quesito moda, correto?
Então acho que já está mais do que na hora de começarmos a dar mais valor ao que é produzido aqui, e contribuir não só com o crescimento econômico da região, como também com a fortificação da imagem da moda daqui.
Deixo então, o blog aberto e SEMPRE disponível às marcas daqui, para divulgação e apoio hein? 

Querem mais motivos? Eu já me convenci... O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,agreste-tem-2-maior-polo-textil-do-pais-imp-,981078

I LOVE CARUARU! I LOVE TORITAMA! I LOVE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE! ial jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:OOs e Nãzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o l




15 de julho de 2014

Magra não é elogio, gorda não é xingamento


Há um tempão venho pesando sobre esse assunto, e essa frase não me sai da cabeça: "Magra não é elogio, gorda não é xingamento." 
Eu já cheguei várias vezes gritando desesperadamente para algumas amigas: MAGRAAAAAAAAAAA!!! Ou a variante SECAAAAAAAAAAAA
E que bobagem. É só parar um pouquinho e pensar: isso não é elogio ou xingamento, são apenas constatações. Não sou DEFINITIVAMENTE a pessoa mais fofa e correta do mundo não viu? Meu humor é beeem ácido, mas eu acho que tudo nessa vida tem limite principalmente o meu cartão, mas essa terra sem lei chamada internet tá me deixando meio incomodada. Eu trabalho com moda, já andei muito tempo cercada por modelos lindíssimas, altas, magras, com a pele desgraçadamente perfeita e consegui perceber a crueldade dessa busca pelo corpo "perfeito". É triste. É o trabalho delas, ok, mas colocar esse parâmetro para todo mundo é meio ridículo, concorda? Minhas amigas estão enlouquecidas, buscando um corpo irreal, muitas vezes até arriscando a saúde.  Sem demagogia nenhuma, algumas das mulheres mais bonitas que conheço estão longe desse padrão. Mas longe MESMO! Tipo em Triunfo. aiUHauiHauiHauiHU



Eu fico cá pensando, se eu que, teoricamente, estou dentro dos padrões de peso (embora esteja MUITO fora dos padrões de altura), me incomodo com isso, imagine as meninas que estão completamente à margem dessa loucura? Pois é, cheguei a pesar 39,5 kg na época do TCC, e sempre tive uma dificuldade enorme pra engordar. Já tomei todos os remédios pra abrir o apetite (e acho que só fez efeito agora essas pestes, porque eu como que nem uma desesperada), e nada. Só agora, ficando mais velha, com os horários regulados, e o metabolismo desacelerando, estou conseguindo chegar ao meu peso "ideal" de 45 kg. E o pior, quando falo que tenho dificuldade pra engordar, parece mais feio do que bater na mãe. Algumas pessoas se ofendem, dá pra entender? Sabe de isso vem? De todo mundo pregar que "magra é bonito", e "gorda é feio". Que "magra é elogio", e "gorda é xingamento". São preconceitos loucos, do mesmo tipo que definiu o cabelo crespo como "cabelo ruim". Se alguém chega pra mim e fala: "nossa, você tá gorda!", eu vou dar um abraço nessa pessoa. E sabe o que mais? Em qualquer situação, acho que você deveria fazer o mesmo.
Porque mais uma vez: "Magra não é elogio, gorda não é xingamento."

Jacque Tamboo, 1,56 m, 43 kg, feliz e gorda.

PS.: As ilustras lindas do post são do amigo Eduardo Santos, o Edull. 
Clica nas fotos pra conhecer mais do trabalho do moço. 
Depois posto mais sobre ele aqui! :)

1 de agosto de 2013

Um post de despedida...


Primeiro, podem relaxar o coração que não é o fim do blog hahahhahahaha.
A história é outra, senta aí:

Há exatos cinco anos atrás, eu mudava completamente a minha vida.
Trocava a comodidade da casa dos meus pais, com comida na hora, roupa lavada e tudo mais, para morar numa cidade a 130 quilômetros de distância, em um pensionato com 2 amigas. Só.
Era eu, uma mala e duas amigas em Caruaru, minha nova cidade do coração.
A missão: fazer duas faculdades, Design, na UFPE pela manhã e Administração com ênfase em Marketing de Moda na UPE à noite. Resultado? Abandonei ADM no fim do primeiro período, a criatividade me pegou pelo braço e disse: FICA AQUI BEE!!! Gamei. 
Nunca tive dúvidas do que eu queria fazer da vida. Vivi minha infância rodeada de tecidos, linhas e com 6 anos costurava as roupas das minhas Barbies (que nunca davam muito por conta das peita daquela boneca!). Outra brincadeira favorita era de Estúdio do Maurício de Souza. É eu, redesenhava toda a história, e tentava vender os quadrinhos nas ruas. Pura pirataria, mas tenho certeza que a Mônica e a turma da rua de cima vai me perdoar... 
Aos 13, ganhei um conjunto de tinta óleo e outro de tinta guache da minha mãe, e me danei a pintar o meu quarto. Tirei de Tazos (SAUDADES TAZOS <3 a="" acho="" alguma="" coisa.="" com="" criando="" criatividade="" de="" depois="" desenhar.="" desmanchando="" do="" e="" estava="" fato="" font="" gostei="" hoje="" looney="" mais="" mas="" mickey="" minnie="" n="" o="" ou="" pateta="" por="" que="" quebrando="" recriando="" sei="" sempre="" toda="" trabalhar="" tunes="" turma="" vai...="">
Com a adolescência (nossa uma biografia esse post quase, não dorme não!), comecei a me interessas por moda realmente. Passava as férias customizando as minhas roupas e até as fardas (fato que me levou à diretoria, obviamente). 
Pois bem, passei pela faculdade sem muitos atropelos. Me apaixonando cada vez mais pelo Design, pela moda e por tudo que envolve tudo isso. Claro, algumas coisas fazem você se perguntam "OH GOD, WHY?" como a falta de estrutura da faculdade, ou profissionais tiranos que fazem você desacreditar não só na carreira, mas também na humanidade #dramaQueen. Felizmente, tive sorte. Conheci pessoas incríveis nessa estada em Caruaru, e só tenho a agradecer MESMO. Tive a oportunidade de trabalhar e conhecer os maiores profissionais da área e consegui "sugar" ao máximo o melhor de cada um deles. 
Eu gosto de Caruaru. Do clima, da calma, de ter nada pra fazer, do silêncio, e até do satânico mês de Junho, que me fez perder a paciência e o sono algumas vezes.
Fiz amigos eternos, que sempre estarão comigo em qualquer canto desse mundo, conheci meu namorido lindo, e começamos a nossa prole canina: Gato, Greta, Lola e Pandora. 
É, já são cinco anos. E agora decidimos voltar para Recife (Jaboatão mais especificamente), em busca de novos rumos. Caruaru, embora tenha um potencial incrível, ainda tem muito a crescer e infelizmente ainda não consegue reconhecer os profissionais que são formados por lá. E eu lutei viu? Teimei que só a gota pra ficar, mas simplesmente tem uma hora que você cansa. 
Com certeza, voltaremos. Caruaru é a minha cidade do coração mesmo, não há como negar. 
Agora, voltei a morar na rua em que cresci, e é BEM provável que os próximos posts sejam sobre decoração e DIY do amor, já que eu fico completamente obcecada com mudanças. 
Agora são novos trabalhos, novas empreitadas (a Maboo tá aí...) e novos desafios.
Obrigada a todos que me ajudaram, e foram muitos. 
No mais, missão dada é missão cumprida.

Jacque Tamboo

24 de maio de 2013

Desabafo | Vamos falar de homofobia


Lá vem eu com mais um desabafo... Que fique claro, antes de tudo, que eu não sou partidária, e acompanho política como a maioria de vocês: de longe pra não pegar. Infelizmente, sou das que se indigna com alguma muitas coisas que acontecem no nosso país, mas que não faz muita coisa, confesso. Ou ao menos, sinto que faço pouco.
Porém alguns casos me perturbam mais do que outros, e os devaneios homofóbicos que vejo acontecendo me fizeram pensar muito até eu resolver escrever esse post.
Em épocas que o Pastor Marco Feliciano (ai, cansei desse homem), acusado de homofobia e racismo é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o caso das cantoras Joelma (a da Banda Calypso) e Claudia Leitte, que têm como grande parcela do seu público a galera GLBTS  ,dentre outros casos que envolvem "religiosidade" (um olá especial pros Pastores Silas Malafaia e Marcos Pereira da Silva), passando pelo "resgate da moral e dos bons costumes" pela deputada e ex-atriz Myrian Rios
No meio de toda essa turbulência, se você está no planeta Terra e tem uma conta no Facebook, já deve ter visto inúmeras (re)ações de repúdio a tais atos. Páginas como Beijos para Feliciano e frases como "Feliciano não me representa!", viraram febre na web e este é só um dos casos. Os compartilhamentos de links com as notícias acima chovem nas timelines. E eu amo, curto e compartilho junto. Tem gente que passa do ponto? Tem, claro! Mas eu reafirmo: é tudo REAÇÃO!

"Eu sou contra esses beijaços que a galera junta na rua pra se beijar todo mundo. Isso é se passar! Porque a luta (ao menos a minha) é pelos direitos dos gays. Direitos civis, e à proteção por ser um grupo vulnerável. Minha luta não é para dar pinta na rua" - Bruno Santana



Existem ainda mais algumas atitudes que eu discordo, como por exemplo, o projeto do vereador Jajá daqui de Caruaru de criar o Polo da Diversidade durante o São João, que na minha concepção apenas reafirmaria o preconceito e aumentaria a segregação embora reconheça o valor e a importância do trabalho do vereador na Câmara. 
E por falar em festa, lembro como se fosse hoje a primeira vez que vi dois homens se beijando, durante o Recifolia Ah que saudade do Recifooolia! Ai que saudade dos velhos carnavais... aloka. Rolou estranhamento? Rolou. Mas depois de 20 minutos, eu já tava dançando Timbalada até o chão junto com eles. Ponto.
Também passamos por épocas em que brancos e negros não podiam frequentar o mesmo espaço. Mulheres não podiam votar, nem mostrar os tornozelos. E ir pra praia e mostrar o bucho de grávida? Tá louca dona Leila Diniz?????
E tudo passou. Ainda vemos casos esporádicos de xenofobia e de desrespeito à mulher, milhares de pessoas ainda se matam por intolerância religiosa, mas isso é assunto pra outro post. Voltemos...
Tenho dois amigos da época da escola tô véa que são gays. E eu acho sabia antes deles.... hahahahahahahaha. Eles continuam meus melhores amigos, frequentavam a casa dos meus pais. dormiam comigo bêbados depois da balada, viajavam com a minha família e são alvos de piadas infames na mesa do almoço. Faz parte, se feitas com respeito, obviamente.
Aos 13 anos, meu pai "estranhou" o fato de eu trocar Barbies e balé, por bola e futebol... Não entremos no mérito da divisão de brinquedos para meninos dos para meninas ok? Não vem ao caso.  Fato é que ele conversou comigo, como quem conversa sobre o que eu queria ser quando eu crescesse. Sem pressão, sem preconceito e sem frescura. Como EU ACHO que deve ser. Isso é manter a moral e os bons costumes na minha opinião.
Pense um pouco, quantas frases como "prefiro ter um filho morto a ter um filho viado!"? Pois bem, nessa onda, um acontecimento vem e abala as estruturas, a moral e os bons costumes: Félix, personagem do ator (INCRÍVEL!!!) Mateus Solano na nova novela das nove. Seria "mais um papel de gay" que a gente vê num folhetim global se não levássemos em consideração que Félix é rico, bonito, vilão, casado com uma mulher e pai, e também o fato dele tentar a todo e qualquer custo sufocar os seus sentimentos por causa de convenções sociais que tentam MANTER A MORAL E OS BONS COSTUMES. "Tudo pela família...", disse ele no último capítulo à sua esposa ao ser flagrado com o seu "anjinho".
Aí vêm as perguntas: Sabe qual o personagem de maior sucesso da novela? Sabe quais os bordões que já estão na boca do povo? Já viu a página Félix Bicha Má, que alcançou quase 40 mil seguidores em menos de uma semana? Sabe quem é a nova "diva" da televisão brasileira? E não Brasil, isso não é casual. É um tapa na cara da hipocrisia MESMO! 


Avaliemos. Manter a moral e os bons costumes é então enganar-se, sofrer por não poder se aceitar com medo de ser repudiado pela sociedade, enganar outra pessoa e fingir amá-la? Não seria mais lógico, que as pessoas aceitassem simplesmente o amor, pelo que ele é, e não por quem ele é?
É mais aceitável um ser enganar outro e a si mesmo por toda a vida e serem os dois infelizes do que ver duas pessoas se amando verdadeiramente, independente da sua sexualidade? 
Vai demorar mais do que o tempo de uma novela pra esse quadro mudar, infelizmente, mas os meus filhos ao menos, respeitarão a diversidade, em todas as suas mil faces, em todas as suas mil cores, em todas as suas mil fantasias. E farão piadas com os seus tios e seus maridos na mesa do almoço de domingo...


P.S.: Mesmo com absoluta certeza que todos os colunistas estão de acordo com as minhas opiniões, estas são de minha inteira responsabilidade. 

Jacque Tamboo

12 de abril de 2013

Desabafo | Machismo pelas mãos do Gerald

Olá povo! Meu nome é Larissa Braga (pode chamar de Lari, com o meu consetimento), tô estreando hoje no TCH como colunista, e de cara já tô abraçando uma polêmica. 
Fui convidada pela Tamboozinha pra fazer parte dessa galera massa que escreve pra vocês. Receitinhas e polêmicas vão sempre fazer parte dos meus posts, podexá! Agora prestenção que o assunto é sério!



Gerald Thomas vem sendo notícia depois de ter atacado a ex-panicat Nicole Bahls, durante uma noite de autógrafos, nesta última quarta, dia 10. Talvez a palavra atacar soe feroz demais, mas foi bem isso que aconteceu. Thomas resolveu se esfregar na ex-panicat como um cão no cio, ou pior, meter a mão na menina como se aquilo fosse um direito dele.
Todos nós (animais racionais) sabemos que para tocar no corpo de uma pessoa, é preciso haver um consentimento, certo? De acordo com o mesmo, Nicole consentiu o ato sem modos de Thomas, através das suas roupas: "A mulher não é um objeto. Mas não deveria se apresentar como tal" (Mais asneiras aqui).
Justificável? Não mesmo, senhor Gerald! Em que país estamos? Onde um homem abre as pernas de uma mulher e resolve, sem consentimento algum, enfiar a mão por debaixo de sua saia? Mais uma vez, deixo o Thomas responder tal questão.
"Tudo termina em panos quentes, como todas as coisas no Brasil, que é um 'paisinho de quarto mundo'" (Gerald Thomas em entrevista ao Portal Terra).
Justificar a atitude desse senhor com o mesmo mimimi de sempre é fácil. 
“O trabalho dela é esse! Olha como ela se veste! E por que ela ria enquanto ele metia a mão?”. 

 
                                                                                                    Imagens: Reprodução

Sério que vocês não perceberam o desconforto da moça? Ou quantas vezes ela retirou a mão desse senhor do meio de suas pernas? Isso não quer dizer não consentir? É mais fácil entender tal negação como um charminho cheio de preensões, não é mesmo? Afinal de contas, quem usa roupas curtas não pode se dar ao direito de negar uma “pegadinha”, né? Por favor, minha gente!
E por que ela se calou? É o que muitos questionam.
Muitas pessoas que são abusadas se calam diante do ato, por medo, por ameaças, ou no caso da moça em questão, pelo emprego. Sim! Ela resolveu se calar e deve ter seus motivos, não é isso que está sendo colocado em questão.
Estamos falando de agressão, de estupro, de desrespeito a mulheres e ponto. 
As mulheres não vieram ao mundo para servirem de brinquedos, independente de como se vistam, portem-se, falem… qualquer ato sexual, sem o consentimento da mulher, é ESTUPRO!
Meter a mão aonde não se é chamado, senhor Gerald, configura uma tentativa de estupro, segundo artigo 213 do código penal. O senhor sabia? Todas fomos estupradas por esse senhor, que por ser um famoso diretor de teatro se acha no direito de por o pau pra fora tudo, ou intimidar uma mulher invadindo o seu vestido em uma livraria, onde ele não estava só. Foi total falta de respeito.
Eu me pergunto, se isso acontecesse com pessoas não famosas e essa mulher se rebelasse através da justiça, aonde esse homem estaria? Não se trata de Nicole ou Gerald, se trata desse machismo sem freio, velho e feio que ainda nos rodeia em pleno século XXI.
Quantas mulheres já não estiveram no lugar da Nicole? Ou quantos Geralds temos a solta por aí, soltando piadas pejorativas ou se achando no direito de invadir o corpo da mulher sem qualquer respeito. Quantos??
Até quanto quem é vítima será exposta como culpada pelo tamanho da sua micro-saia?
São várias as questões que surgem em torno de um assunto feio, sujo e que me causa ânsias.

O corpo é meu, não de todos!
Respeito e mais amor!
Machismo pra que?

Lari Braga

23 de novembro de 2012

Um desabafo despretensioso pra dar bossa ao look...

Imagem: Blog do Oda (vale o clique!)

Há algum tempo atrás eu sofri “bullying” na faculdade.
Alguns pensavam que eu a autora do blog Shame on you, blogueira! (ou titia Shame pros íntimos). E se alguém me perguntava eu sempre respondia: QUEM ME DERA!
Rolou até uma decepçãozinha quando descobriram que outra pessoa estava por trás dos posts impagáveis da titia. E eu juro, queria MUITO ter tido esse insight, e sinto uma inveja multicolorida da autora real...
Na verdade, sigo a Blogueira Shame há muito tempo (desde o Twitter, quando ela tinha menos de 2000 mil followers) e também era amiguinha da It Guéls (SDDS!).
Quando aconteceu todo esse boom causado pela Shame, milhares de meninas e eu estávamos tão cansadas que foi um desabafo geral. E tá aí... O bicho pegou.
Daí pra frente, foi blog sendo investigado pelo CONAR por publicidade velada (aquelas diquinhas de amigas das blogueiras que querem que você acredite que tropeçaram em um rímel YSL e que agora não conseguem mais piscar sem usar ele), foi blogueira recebendo incentivo do governo pra promover um dia de compras, matéria na Veja, Galileu e, quem diria, na Vogue. E por aí foi... ladeira abaixo.
Não sou contra as fashion bloggers, e nem posso. Como estudante e pesquisadora de moda, consumo e história tenho que tentar me abster disso e olhar tudo com imparcialidade, por isso demorei tanto a colocar a minha opinião e mexer nesse vespeiro. Sei também da importância dos blogs na difusão de moda. Mas tem hora que calar não dá. Simplesmente não dá.
Há alguns anos atrás os blogs eram como diários onde a gente colocava tudo que queria: textos, fotos, vídeos, fofocas, alfinetadas... e OPINIÕES! Sim, vocês acreditam?! Opiniões sinceras, sem jabá. Êêê tempo bom que não volta mais. De lá pra cá o que se vê é gente fazendo propaganda da Grendha da Giselle e usando Louboutin.
Gente, vou ratificar: eu não tenho nada contra essas meninas! Nem as conheço, aliás.
Mas sou contra esse tipo de afronta à inteligência dos outros. Jabá velado, diquinhas de amiga, “tem que ter” e wishlist.
Há cinco ou seis anos atrás, eu acompanhava diariamente os blogs mais conhecidos do país, e A-MA-VA... Era tudo bem despretensioso, pra usar um termo bem conhecido por elas. Daí, as blogueiras cresceram, apareceram, ganharam (muito) dinheiro. Vejam bem, não há problema algum em ganhar dinheiro com blogs! Poderia citar dezenas que o fazem de maneira honesta e justa. Poxa, custa colocar um avisinho dizendo que o post é pago?
O grande problema disso é que as novas leitoras desses blogs perderam essa fase que a gente lia e tinha a impressão de “escutar a voz de uma amiga falando”. Pegaram a fase da Jabalândia, onde todo e qualquer comentário parece ter uma intenção e preço, mas pouca ou nenhuma verdade.
Quanto à moda, é lastimável. Todas parecem soldados fardados no fronte fashion. Calça flare, o Loubie de estimação, camisa branca com um nozinho (truque de styling), maxicolar e Chanel 55. Tudo isso sem esquecer dos cabelos by Pro. Conseguiu linkar essa imagem a alguém? Aposto que a várias não é?
Pense agora nos looks da estilista (extremamente talentosa, vale ressaltar) idolatrada pelas blogueiras. Sim aqueles Balmain inspired. Argh, inspired, como eu odeio essa palavra... E também o “look despretensioso”, o acessório grifado que “dá bossa ao look” e por aí vai...
Porque de look despretensioso o inferno tá cheio.

Jacque Tamboo